Já seguia o trabalho da Joana Sardinha Zino há cerca de um ano, através do Instagram, sabia que o seu conteúdo era bom, por isso quando surgiu a oportunidade de ir ao workshop nem hesitei.
Sabem aquelas birras e embirrações diárias dos nossos filhos, uns dias pelo comando da TV, outros por queres ser o último a sair do banho , nos casos mais complicados pelo colo da mãe? Aquelas que nos drenam energia, precisamente nos dias mais difíceis?
Pois, é precisamente para casos assim que existe a mediação familiar, o trabalho da Joana.

Aqui em casa, existe o habito de tentar dividir e democratizar a coisa, dando a cada um a sua vez, mas há momentos em que queremos ir mais além e procurar uma forma de evitar o conflito, ao invés de recorrer sempre ás mesmas formulas para resolver. Queremos EVITAR o conflito. Queremos EDUCAR. ENTENDER. RESPEITAR a individualidade de cada um deles.
Não queremos ceder ao cansaço, desatar aos gritos, ameaças. Queremos que o tempo em familia seja para desfrutar, mas a verdade é que nem sempre é assim. Não conseguimos sempre e isso deixa-me frustrada. E é aí que entra o valor que este workshop trouxe.
No decorrer do workshop, que sinceramente não poderia recomendar mais, apercebi-me que acabamos sempre por esperar que o João, que tem um feitio mais “bonzinho” ceda aos caprichos do Francisco, e até o incentivamos, em nome da paz familiar. – Dá lhe o boneco, senão faz uma birra. – Deixa-o ficar com a última goma. E muitas vezes a iniciativa de dar (para o irmão não ficar triste ) até já parte dele. Isso deixou-me triste, mas em simultâneo, ao ouvir outros pais, percebi que quase todos cometemos este erro. Moldamo-nos ao que tem a personalidade mais forte e mais desafiadora.
Durante o workshop, a Joana ensina-nos uma série de ferramentas que, um mês depois posso dizer têm feito toda a diferença na minha rotina familiar. Até para quem, como eu gosta de ler sobre parentalidade, acho que praticar, ouvir exemplos reais e ouvir testemunhos de outros casais fez toda a diferença. Então, mas que ferramentas foram essas?
Aprendi a aperfeiçoar as minhas questões, tornando-as mais abertas, algo que aprendi na formação em coaching, mas nem sempre me ocorria usar com os meus filhos. Essas perguntas, se não sabes o que são são perguntas que convidam ao desenvolvimento. Ao contrario das fechadas que têm uma resposta objectiva. Passam por ao invés de perguntar: – Quem estragou o brinquedo, substituir por exemplo por: – O que é que se passou enquanto estavam a brincar?
Também mudei a perspectiva e comecei a interpretar o conflito como uma oportunidade, aceitar que será inevitável, e encará-lo como uma situação em que serão retiradas lições, vamos melhorar a comunicação e vamos ensinar valores como o da partilha e ensinar o arrependimento ao invés de o forçar.
A aprendizagem de como iniciar um processo de mediação e toda a dinâmica envolvida, foi algo que também me entusiasmou. Atenção que não é nada de muito complexo. Há várias coisas que já fazemos, mas os pequenos ajustes que aprendi no workshop, fazem muita diferença.
Começamos por preparar o espaço ( em circulo, um passa-palavra) e explicar quais as regras. Depois pedimos ao intervenientes, as crianças para contarem a história, salientando que devem utilizar linguagem positiva.
Nesta fase temos que escutar ativamente o que estão a dizer e podemos auxiliar com perguntas.
- Do teu ponto de vista o que é que aconteceu?
- O que te levou a agir desta forma?
- Como é que isso te fez sentir?
Usando as expressões que eles usam e resumindo o que estão a contar para criar empatia.
Depois de ouvir os dois ou três ou mais lados, passamos ao momento de fazer brainstorming de soluções e chegar a acordo com um uma possível solução.
Até um possível contrato de mediação (para formalizar o acordo à seria) trouxe do workshop. Foi uma manhã muito bem passada. Gosto muito de aprender coisas que posso usar no dia a dia e achou que esta experiência agregou imenso valor ao meu papel de mãe e de organizadora que trabalha em espaços infantis.

Não vou contar tudo, porque acho mesmo que se tens mais que um filho e te vês nesta situação (como eu) deves fazer o workshop. O tempo de impôr, gritar para ter ordem em casa já lá vai. Com os conhecimentos que existem hoje, acho que todos queremos fazer melhor do que aconteceu connosco. Devemos isso a nós próprios e aos nossos filhos.
Se quiseres deixar um comentário, gostava que dividisses comigo, qual a tua maior frustração na relação com os teus filhos.
Para ficares a conhecer o trabalho da Joana podes consultar aqui:
WORKSHOP ”PAIS E MÃES: MEDIADORES DE SERVIÇO!”



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